As Falésias de Moher são, de longe, um dos destinos turísticos mais populares da Irlanda, com mais de um milhão de visitantes por ano. Eis cinco factos fascinantes sobre as falésias que talvez não conheça.
As Falésias de Moher têm cerca de 14 km de comprimento e chegam aos 214 metros (pouco mais de 700 pés) no ponto mais alto, logo a norte da O’Brien’s Tower.
Embora a maioria das pessoas já saiba como são as falésias e como se formaram, eis 5 factos fascinantes que talvez não conheça sobre as Falésias de Moher, que se tornaram um dos locais essenciais da paisagem irlandesa. Há sem dúvida muitas e boas razões para planear uma excursão de um dia às Falésias de Moher este verão. Continue a ler para as descobrir.
1. É palco de antigas lendas irlandesas
Muitas histórias populares rodeiam as Falésias de Moher. Uma das mais famosas é sobre uma formação rochosa invulgar no ponto mais a sul.
Vista de norte, parece-se muito com a cabeça de uma mulher a olhar para o mar. Chama-se Hag’s Head, a Cabeça da Bruxa.
Uma lenda irlandesa local fala de uma velha bruxa (hag, termo coloquial para uma mulher velha e feia ou uma bruxa) chamada Mal.
Ela apaixonou-se pelo herói irlandês Cú Chulainn e perseguiu-o por toda a Irlanda. Cú Chulainn não correspondia aos seus sentimentos.
Acabou por chegar a Loop Head, no condado de Clare, aparentemente encurralado por Mal.
Como era uma espécie de super-herói, viu uma saída e fugiu saltando de leixão em leixão em direção às Falésias de Moher, usando-os como poldras. Mal, menos ágil do que ele, foi atrás dele, mas perdeu o equilíbrio e despedaçou-se contra a falésia. Dizem que o mar ficou vermelho onde ela caiu, até às falésias.
Pensa-se que o nome de Malbay vem dela.

2. Um refúgio para observar a natureza
Esta é uma zona de grande importância para as aves e uma área de proteção especial ao abrigo da legislação irlandesa e da UE. É local de nidificação de mais de 30 000 aves marinhas e foi classificada como Refúgio de Fauna em 1988. A zona alberga grandes quantidades de airos e tordas-mergulheiras, bem como papagaios-do-mar, falcões-peregrinos, gaivotas-tridáctilas e fulmares. Algumas espécies de aves ameaçadas, como a gralha-de-bico-vermelho, também vivem aqui.
Embora existam muitas colónias de aves marinhas nas ilhas ao largo da Irlanda, as Falésias de Moher albergam a maior colónia em terra firme. Por volta do final de março chega o papagaio-do-mar, um verdadeiro favorito de muitos.
Durante a época de nidificação, é possível observar as aves a partir de qualquer um dos caminhos e miradouros ao longo das falésias, muitas vezes com centenas de papagaios-do-mar à vista, o que é um espetáculo muito especial. Recomendamos vivamente binóculos.
Na primavera e no verão, belas flores silvestres e ervas cobrem as falésias. Do alto das falésias avistam-se muitas vezes golfinhos, baleias e focas. Há também uma grande população de lebres no local e um rebanho de cabras selvagens que vive precariamente perto de Hag’s Head.

3. As falésias têm estatuto de celebridade
Como cenário dramático de muitos filmes, séries de televisão, videoclipes e anúncios, as Falésias de Moher tornaram-se um marco reconhecível no grande ecrã. Alguns dos filmes maiores e mais recentes rodados nas Falésias de Moher são Harry Potter e o Príncipe Misterioso, A Princesa Prometida, The Yank, Into the West e The Mackintosh Man.
Lembra-se da cena da série de comédia Father Ted em que a cadeira de rodas do Padre Jack rola para trás e cai da falésia? São as Falésias de Moher. Nas filmagens de A Princesa Prometida, as falésias fizeram de Falésias da Loucura (Cliffs of Insanity). Muitas produções usam as Falésias de Moher como ponto central para representar o oeste selvagem e escarpado da Irlanda. Sejamos francos… são bastante fotogénicas.

4. O segundo destino turístico mais popular da Irlanda
Embora muita gente pense que as Falésias de Moher são a atração turística mais popular da Irlanda, na verdade ocupam o segundo lugar na lista das principais atrações pagas do país. O número de visitantes fica logo acima do Jardim Zoológico de Dublin e do Livro de Kells. Não admira que recebam tantos visitantes. Esta maravilha natural é um sítio espetacular para visitar, para novos e velhos, para amantes da natureza e fotógrafos. Mais de um milhão de pessoas por ano não podem estar enganadas sobre o seu encanto.

5. O turismo nas famosas falésias não é nada de novo.
Originalmente, estas imponentes falésias terão servido de posto de vigia e de local de extração de pedra, de pesca e de recolha de ovos e penas de aves, com vestígios que remontam ao século I a.C.
Por volta do século XVI, o turismo era gerado sobretudo por escritores de viagens (no fundo, não muito diferente de hoje). Situada na periferia da Europa, a Irlanda era um destino menos popular. No entanto, foram encontrados diários de viagem sobre a Irlanda a partir da década de 1780, com passagens que descrevem a beleza e a ferocidade das falésias.
A O’Brien’s Tower, logo a sul do atual centro de visitantes, foi construída em 1835 pelo proprietário local, Cornelius O’Brien. Com espírito empreendedor, construiu a torre em resposta a um mercado turístico em visível crescimento. Achava que podia beneficiar a economia local e ajudar a tirar as pessoas da pobreza. A ideia era cobrar aos visitantes pela vista ainda melhor do alto da torre. No entanto, a vista cá de baixo é igualmente boa, sobretudo num dia limpo. Mas a torre dá um toque simpático ao local.

Se estes factos o convenceram a fazer uma visita, não deixe de ver a excursão de um dia de Dublin às Falésias de Moher, que também para na cidade de Galway.





